Última atualização do Site: 12 de junho de 2024

Inclusão

Audiência debate a dificuldade de inserção de crianças com deficiência na rede municipal de ensino

Discussão foi convocada pela vereadora Teca Nelma (PSD)

Dicom/CMM

quinta, 31 de agosto de 2023 às 00h00

Dicom/CMM

As dificuldades de inserção de crianças com deficiência nas escolas municipais de Maceió foram discutidas, na tarde de quarta-feira (31), numa ampla audiência pública convocada pela vereadora Teca Nelma (PSD). Com o Plenário da Casa Legislativa lotado, o debate teve representação do poder público executivo, de profissionais da educação, além das mães e pais de pessoas com deficiência. 

De forma unânime, os relatos das mães trouxeram os desafios enfrentados para garantir a educação de seus filhos tanto nas escolas públicas quanto nas escolas privadas. Edivalda Mendes, mãe de dois jovens diagnosticados com autismo, enfatizou que não sente segurança em matricular seus filhos nas escolas públicas de Maceió. “Qual é a escola que ta preparada pra receber eles? Não tem nenhuma”, questiona Edvalda. 

Em seu pronunciamento a vereadora Teca destacou que a demanda das pessoas com deficiência nas escolas não têm sido suprida. “Todos os dias eu recebo os relatos e denúncias de vocês expondo as dificuldades para garantir a educação de seus. Faltam vagas, faltam profissionais direcionados, falta orçamento e planejamento para efetivar o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem plena dos estudantes com deficiência” afirmou ela. 

 

Educação

A Secretaria de Educação de Maceió foi representada pela servidora Poliana Satírio. Ela informou que a rede pública municipal de ensino tem 3.541 estudantes com algum tipo de deficiência ou transtorno de aprendizagem, matriculados nas escolas. Das 148 instituições escolares, são 96 salas de recursos, 30 intérpretes de libras, 118 professores que atuam em educação especializado e 1.098 profissionais de apoio escolar. 

Segundo Francyelle Galvão uma das mães atendidas pela vereadora Teca relatou seu drama para garantir o direito à educação de seu filho, que teve a matrícula cancelada. “A Semed disse que atestado nenhum iria segurar meu filho na escola. E até hoje meu filho está sem estudar porque a Semed disse que não há vaga. E eu vejo que o prefeito coloca muita divulgação que ta tudo perfeito, mas eu não acredito nisso”, falou ela.
 
O debate com representantes da sociedade civil e téncnicos municipais contou com a presença dos vereadores Fábio Rogério (PSB), Olívia Tenório (MDB) e Fernando Hollanda (MDB).

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